Review of Dead Poets Society (1989) by Guylherme L — 26 Feb 2016
"Oh Captain, my Captain!" É um erro achar que posso descrever e dissecar toda a genialidade da grande obra que é Dead Poets Society. Poderia gastar todo o meu pouco vocabulário de elogios para agradecer a Peter Weir por ter feito esse filme, mas ainda assim não seria o suficiente.
O que farei dessa vez não é como o filme funciona e sim o que ele nos proporciona, acho que isso seria o certo a se fazer dessa vez. Situada em um internato particular para meninos, de rígidas tradições e cheio de regras, um grupo de amigos tem seu modo de ver, viver e pensar mudado com a chegada de um novo professor: John Keating (Robin Williams).
Keating, ao contrário dos outros professores, não tem medo de arriscar e mudar seu modo de ensino. Ele é divertido, engraçado e cativante, conquistando-nos ainda na sua primeira aula. Seu papel não é apenas ser o professor legalzão e apresentar à Sociedade dos Poetas Mortos aos garotos, mas também estimular os jovens a pensarem e a contemplarem a vida de um modo que não entendiam antes.
Nos primeiros momentos do filme, podemos perceber que o ritmo do colégio é tão frenético, pesado e infernal que ocupa boa parte do tempo dos jovens, que vêm um no outro um refúgio para serem o que quiserem.
Isso logo construí uma amizade entre todos os personagens principais, forte e sólida como uma rocha. No decorrer do filme, vamos conhecendo cada personagem mais a fundo. Seus desejos, seus medos e os desafios que precisarão enfrentar durante o longa.
Como somos falhos, podemos escolher um e outro para nos identificarmos e serem os nossos favoritos, pois Weir não deu importância para todos e sim para alguns. Você seria Neil Perry (Robert S. Leonard), o jovem espontâneo e animado, a voz que ressoa na alma dos amigos, o fogo que energiza a Sociedade dos Poetas Mortos? Ou você seria Todd Anderson (Ethan Hawe), o herói inseguro? Poderia ser Charlie Danton (Gale Hansen) - ou Nuwanda, como preferir -, o raio da virilidade ou até mesmo Knox Overstreet (Josh Charles), o romântico persistente.
Mas do que importa escolher apenas um? Todos são tão falhos e inseguros como nós, e é certo que nos identifiquemos com cada um deles em algum momento. No andar do tempo vemos que o papel de antagonista cabe aos adultos, que em contraste com a aura livre e ansiosa dos jovens, perdem todo o brilho que um dia tiveram, tornando-os loucos suados e dentuços que só sabem pensar no dinheiro, acreditando que esse seja o símbolo do sucesso.
Além da dar grande profundidade em seus personagens - ok, alguns - Weir trabalhou um impecável roteiro, que em um tempo de 2h10min nos pega de início ao fim. Sério, é como se não vessemos o tempo passar de tão inteirados que estamos na trama.
Promove também diálogos incríveis de serem saboreados e reflexões sobre a vida, o trabalho, o amor e até mesmo sobre gatos. Tudo isso se dá, novamente, através do Sr. Keating, que com sua maneira diferente e divertida de ensinar a pensar e a questionar, ou como os membros da sociedade dizem: "sugar o tutano da vida", nos mostra que tudo pode se transformar em arte.
É impossível você não ter mil ideias de como se expressar depois de ver esse filme. Somos todos alunos conhecendo o mundo pelos olhos do Sr. Keating quando vemos este filme. Com um final bastante comum mas trabalhado de um jeito magnífico, podemos confirmar de que Dead Poets Society é um daqueles filmes para se ver no mínimos 1x por ano.
Certamente sentirei falta dos personagens, dos diálogos incríveis, dos yawps, das canções, de Nuwanda, de absolutamente tudo neste filme. Quando se sentir triste e insignificante perante toda a complexidade da sociedade, dê seu yawp!
This review of Dead Poets Society (1989) was written by Guylherme L on 26 Feb 2016.
Dead Poets Society has generally received very positive reviews.
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