Review of Targets (1968) by Miguel A — 27 Aug 2013
Naquele que foi o seu primeiro filme a sério, Peter Bogdanovich fica aquém de um argumento sólido e convincente, mas consegue um importantíssimo elo entre duas escolas de suspense: a de Hitchcock e a da turma de 70 (De Palma, Friedkin, etc.
). Em "Targets", um Boris Karloff de idade avançada e desgastado pela carreira representa-se a si próprio (embora disfarçado com o alter-ego Byron Orlok) como a velha lenda do cinema que quer acabar a sua carreira e viver uma vida normal, contra a vontade de todos à sua volta.
No sentido oposto, há um desconhecido com uma rotina banal que quer ser lembrado por qualquer motivo. O argumento de Bogdanovich coloca um no caminho do outro e é partir daí que "Targets" extrai carradas de vias para pensar sobre as noções de violência, fama e estatuto na América.
É um filme até certo ponto frágil, mas com uma visão apuradíssima sobre os seus temas. Tem também um clímax capaz de fazer inveja a muitos thrillers actuais. 4/5.
This review of Targets (1968) was written by Miguel A on 27 Aug 2013.
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