Review of Filth (2013) by Joel R — 25 Jan 2014
"Same rules apply.".
O cinema britânico é, por norma, mais violento e hostil do que o cinema americano, dando mais ênfase a um estilo de câmara frenético e aos diálogos semeados com doses elevadas de termos ofensivos e jocosos. Mas esta comparação é tanto mais válida quando se fala de thrillers policiais e outros derivados.
E Filth é um bom thriller policial: perverso, feio e desorientado. Três adjectivos que tanto se aplicam (no bom sentido) ao filme em geral como ao seu protagonista em particular.
James McAvoy interpreta um detective de uma vila escocesa que luta pela conquista de uma promoção, embora outros candidatos estejam na mesma fila que ele. A corrupção, desonestidade, loucura e dependência vão proporcionar ao detective um conjunto de peripécias embrulhadas num presente envenenado. Enquanto luta pela promoção, os seus conflitos internos pessoais vão acelerando a queda para o abismo. O espectador é igualmente afectado pela demência do protagonista, sentindo-se muitas vezes confuso e intrigado relativamente à possibilidade do detective manter uma personalidade despedaçada de forma ligeiramente íntegra.
A comédia está presente em muitos pontos da narrativa, mas o destaque vai, sem dúvida, para a banda sonora impecavelmente escolhida e para o desempenho de McAvoy.
O filme, para além de ser baseado na obra homónima de Irvine Welsh, inspirou-se em alguns clássicos da década de 90 (e não só), mas revelar o seu nome seria entregar de bandeja alguns dos twists que nos mantêm pensativos no decorrer da película.
Para quem procura uns momentos de descontracção e puro entretenimento, este é o filme ideal...
This review of Filth (2013) was written by Joel R on 25 Jan 2014.
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