Review of The Bad and the Beautiful (1952) by Greg W — 14 Aug 2014
Partindo da ideia de que Hollywood é um lugar altamente propício ao apodrecimento de toda a ética, tal como já mostrava "Sunset Boulevard" em 1950, o realizador Vincente Minnelli leva "The Bad and the Beautiful" um pouco mais longe.
Mas só desafiando o que já estava feito, com "Sunset Boulevard", é que Minnelli chega a um estupendo filme sobre como a gratidão exige uma humildade que é praticamente inexistente na indústria de Hollywood (e essa visão é implacavelmente premonitória).
Consegue esse feito com um excelente rendimento muito por causa da complexidade monstruosa de um personagem (um Jonathan Shields que é majestoso na rendição de Kirk Douglas), que, apesar de por vezes parecer diabólico e tirânico, é o mais capaz de dar numa realidade paralela em que toda a gente só quer.
Para melhor agitar o seu jogo de personagens, Minnelli preenche a sua história de ambições ao rubro com um subtexto sobre o peso de um nome de família, no meio artístico (e a desgraça que por vezes há nisso), e todo um retrato panorâmico e ácido dos bastidores da produção de filmes vários.
No final sobram poucas dúvidas de que este se trata de um soberbo filme sobre fazer filmes.
This review of The Bad and the Beautiful (1952) was written by Greg W on 14 Aug 2014.
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