Review of Synecdoche, New York (2008) by Miguel A — 09 May 2015
No primeiro filme em que Charlie Kaufman acumula as funções de realizador e argumentista, era mais que natural encontrarmos um dos seus contos existencialistas levado a limites incrédulos nunca antes vistos.
"Synecdoche, New York" não só garante essa experiência pela mão de um dos mais excêntricos autores do cinema actual, como também consegue fazer com que a sua segunda metade seja uma sova de ideias e intenções, que deixam cansada qualquer cabeça que procure retirar sentido de tudo o que está a ver.
Dificilmente alguém absorve por inteiro "Synecdoche, New York" à primeira vez (este é aliás um filme talvez demasiado selvagem para ser dominado por inteiro). Podemos apenas desconfiar que Charlie Kaufman se divertiu como nunca vida ao montar o seu jogo de reflexos até ao ponto de nos deixar de tal forma baralhados, que o melhor é ir curtindo "Synecdoche, New York" aos poucos pelas suas qualidades de cinema delirante (adoro a casa constantemente em chamas).
Ao leme de um elenco satisfatório, Seymour Hoffman ergue-se com o barco de gigantes proporções (quase Arca de Noé) e afunda-se também com ele, quando o filme começa a apostar fortemente no trabalho de maquilhagem e numas quantas soluções sentimentais à "The Truman Show".
This review of Synecdoche, New York (2008) was written by Miguel A on 09 May 2015.
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