Review of Suicide Squad (2016) by Kelvinreis — 15 Aug 2016
CONTÉM SPOILERS.
Sábado de manhã eu fui buscar minha encomenda contendo um box de A Piada Mortal + Coringa (de Brian Azzarello) e olhei a capa com a cena clássica do Coringa gargalhando, senti que faria a coisa errada se não assistisse Esquadrão Suicida antes de voltar pra casa. Comprei o ingresso, assisti e não saí tão feliz quanto a devida imagem.
Falando do filme, eu vou começar com a parte positiva.
A parte gráfica, no que se trata de design, é fantástica. Colorida, atraente e de fácil assimilação, funciona muito bem nas cenas introdutórias. As atuações do Will Smith, Margot Robbie e Cara Delevingne me agradaram, despertando ligação com Pistoleiro, Arlequina e Magia, seus respectivos personagens. Sobre o teor cazalbé do filme eu gostei de alguns trechos cômicos de interação entre os integrantes do esquadrão e o seu comandante Rick Flag(como no trecho em que se testam as habilidades do pistoleiro).
Depois de aproximadamente 25 minutos de filme, o enredo não desenvolve e começa a demonstrar sua fragilidade quando começa a apelar no que seria o "alívio cômico" porém se transforma em uma torrente de tentativas forçadas de causar risadas no público.
Viola Davis deu uma manchada no currículo interpretando uma Amanda Waller tonta, que na tentativa de defender os Estados Unidos acaba sendo a principal causa de todos os problemas do filme, e rapidamente perde o controle sobre o grupo. NÃO, isso não acontece numa reviravolta de enredo excitante, mas sim logo durante a formação do tal esquadrão de "supervilões". O tal esquadrão nem mesmo é formado no filme, já que antes mesmo de desempenharem o seu papel já vêem uma integrante se tornar a principal "vilã"(contra vilões? hã?). A Amanda Waller de Arrow é bem mais interessante.
Também tem que se registrar a emendação de músicas bem sucedidas em cenas seguidas pra tentar ganhar simpatia do público. Helicópteros são derrubados sem ter uma sequência na cena(hã?). Sem falar no fato de todo esse time de vilões super engenhosos, serem recrutados para enfrentar soldados-coisa nota zero de carisma. Sério, eles não fazem nenhuma missão mirabolante ou uma missão que exige o máximo de suas habilidades individuais.
Sem falar no marketing exagerado ao mostrar Arlequina e Coringa trocando mensagenzinha nos seus Samsungs a cada 10 minutos, de doer. Sério, a Warner não teve uma forma mais lúdica de estabelecer a comunicação entre os dois? será que em breve o Batman vai abrir mão de usar o Bat-sinal e vai começar a trocar emails com Comissário Gordon?
As surpresas de enredo inexistem, você sempre sabe o que vai acontecer nos próximos momentos como a comunhão entre a equipe e as duas vezes em que o Coringa salva a Arlequina. Entediante.
De tanta insignificância ia esquecendo: Capitão Bumerangue, Diablo, Crocodilo... nem fedem, nem cheiram, melhor nem aparecer pra não passar vergonha desse jeito.
Quando o filme acabou, entendi que o destaque do dia foi mesmo o Coringa, como de costume me pregou uma grande peça.
This review of Suicide Squad (2016) was written by Kelvinreis on 15 Aug 2016.
Suicide Squad has generally received mixed reviews.
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