Review of Nashville (1975) by Gustavo H — 27 Dec 2010
Uma polifonia de caminhos cruzados, uma tapeçaria informal de situações díspares ou interconectadas, enfim, um abrangente mosaico de vidas em dado lugar (cidade: Nashville, Estado: Tennessee, EUA) e em dado momento (primárias eleitorais à Presidência nos anos 70). Dar de ombros aos guilhões frequentemente restritivos de narrativas de avanço linear era a especialidade de Altman, que se considerava antes um pintor do cinema, não um contador de histórias.
Através de sua visão perceptiva e elevada - como se observasse lá de cima, com profunda compreensão - do interminável caos que é o nosso mundo de interações humanas, ele povoa o quadro largo com generosidade, cedendo espaço equivalente a todos os inúmeros tipos interpretados por um elenco ecleticamente épico.
Tal como no lado de cá da telona, neste drama pontuado por números de canções country uma singela declaração de amor musicada faz prender a respiração. Parece banal? Parece. Mas é um momento poderoso para o destinatário na ficção e para o espectador, na realidade.
This review of Nashville (1975) was written by Gustavo H on 27 Dec 2010.
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