Review of Images (1972) by Miguel A — 25 Nov 2013
Se há ou não uma maneira de desvendar o mistério denso de "Images", só Robert Altman e os colaboradores mais próximos saberão. A mim parece-me que "Images" fica bem longe de qualquer leitura óbvia e que pode ser debatido por 2 ou 3 pessoas, sem que nenhuma esteja mais errada ou mais certa acerca do que viu.
Não há sequer muito terreno linear ou lógico onde a razão possa assentar os pés, nesta história de uma mulher assombrada pelo seu passado e pelas suas próprias perturbações mentais (sendo que uma assombração agrava a outra).
E é na altura em que vence a mente por cansaço (e alguma hipnose) que "Images" fica mais a jeito de uma usufruição puramente sensorial que se possa render por completo aos seus símbolos e sequências visuais impressionantes.
Algumas das principais marcas de Robert Altman estão aqui: a limitação do espaço e dos personagens, a liberdade formal do próprio filme. Mas é inevitável compará-lo com "3 Women" (que surge 5 anos mais tarde) e esse é bem mais interessante.
No que diz respeito à banda-sonora, "Images" é todo um objecto à parte na justaposição da música de John Williams e as esculturas sonoras avant de Stomu Yamashta. Três estrelas para o filme, quatro e meia para a banda-sonora.
This review of Images (1972) was written by Miguel A on 25 Nov 2013.
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