Cinafilm has over 5 million movie reviews and counting …
Sitemap
Search

Last updated: 24 Jun 2026 at 11:20 UTC

Back to movie details

Review of by Guylherme L — 20 Jun 2016

Share
Tweet

[[[Antes de começar quero deixar bem claro aqui que essa resenha foi escrita às 4h da manhã por alguém que precisou de 3 copos de café com muito açúcar pra conseguir ver o filme até o final. Qualquer falta de nexo entre uma frase e outra é totalmente obra da madrugada regada por muito pilão]]].

Uma das coisas mais incríveis do cinema, em minha little humilde opinião, é a vasta diversidade que cada diretor tem a seu favor na hora de escolher a melhor narrativa para desenvolver sua estória. Nos dias de hoje, percebemos isso quando paramos pra comparar diretores que, mesmo trabalhando em um mesmo gênero, se distanciam na hora de escolher qual o melhor caminho a se seguir. Seja de Christopher Nolan à Michael booooom Bay, a essência de todo diretor está na forma como mistura seus ingredientes. MAS POR QUE EU TÔ FALANDO DISSO??? Nada demais, mas o que vemos em Gone with the Wind, clássico do cinema americano dirigido por Victor Fleming datado de 1939 (isso é tempo pra cacete!!!!!), é uma narrativa extremamente complexa que transita desde as consequências de uma guerra ao amor proibido entre uma porrada de gente (sim, é gente pra cacete também). O resultado disso nada mais é que 4 HORAS DE FILME!!!!!!!! Sim, meu amiguinho, 4 horas na frente do PC tendo que trocar de posição diversas vezes porque sua costa tá doendo e a bunda afundou no sofá. E você ainda jurava que O Senhor dos Anéis era o filme mais - chato - longo que existia, né mesmo?

Agora, me aprofundando superficialmente na complexidade do longa, Fleming e Sidney Howard (roteirista do filme) basicamente se embriagaram da fonte da obra original, o romance homônimo escrito por Margaret Mitchell, pra construir o que vindouro ganhador de 10 Oscar dos 13 que disputou. A trama é situada no sul estadunidense do século XIX - 19, pra quem não saca de número romano que nem eu - em meio à toda merda que foi a Guerra Civil Americana qual você deve ter ouvido falar nas aulinhas de história mas esqueceu completamente. Scarlett O'Hara (Vivian Leigh) é mimada, egocêntrica e sempre foi acostumada a ter tudo o que quer. Filha de um nobre proprietário de uma plantação de algodão, a garota é o sonho de consumo de todo boboca da região, tipo a Regina George da roça. Acostumada a brincar com o coração dos rapazes, tudo muda quando ela descobre que o verdadeiro homem por qual seu coração bate mais forte, Ashley Wilkes (Leslie Howard) vai se casar, e pior, vai se casar com sua prima - dele, no caso - Melanie Hamilton (Olivia de Haviland). Até aí parece bem filme de romance genérico, mas a genialidade do roteiro é trabalhar com a ambiguidade que o amor nos oferece. Movida por atitudes de total desespero/sagacidade/filha-da-putagem, a vida de Scarlett decresce totalmente na medida em que a Guerra vai crescendo e tudo o que ela foi acostumada vai se modificando conforme o tempo. Se já não bastasse tanta discórdia pra uma pessoa só, Scarlett acaba conquistando o desejo de Rhett Butler (Clark Gable), um bom malandro conquistador com naipe de artista e bigodinho de gigolô. Rhett, uma pessoa tão suja quanto a própria Scarlett, está disposto a tudo para fazê-la esquecer da sua friendzone e tê-la em seus braços.

Utilizando muito de frases de efeito, uma fotografia incrivelmente mágica e personagens cômicos, Gone with the Wind se constrói de uma maneira fluída e consegue suavizar um pouco da nossa aflição de ter que ficar 4 horas vendo o mesmo filme. Sério, os diálogos, as reflexões, o jogo de sedução entre os personagens é memorável. Outro acerto do filme é não procurar por um final feliz e não se prender à clichês do gênero, onde a principal tem que ser necessariamente a mocinha da história. Porra, conviver com a Scarlett seria insuportável, sem contar o fato de que ela é zicada totalmente. Rhett é inesquecível. Mesmo exagerando da violência em diversos momentos e sendo o cafajeste padrão, não tem como não sentir o mínimo de afinidade pelo personagem de Clark Gable. Outro destaque fica para as empregadas Mammy (Hattie McDaniel) e Prissy (Butterfly McQueen), sendo esta a primeira mulher negra a concorrer a uma categoria no Oscar e vencer.

Enfim, acho que acabei não analisando tanto as nuances do filme como eu gostaria, até porque o que era pra ser uma parada sem compromisso algum se tornou em um textão de 4 parágrafos que nem a mulher do google tradutor leria, mas o filme é muito grandioso - não só na duração hehe - para ser descrito por um mero mortal como eu, então acho que não vai ser essas palavras que vão te fazer parar sua vida pra ver um filme com 4 horas de duração. Frankly, my dear, I don't give a damn.

This review of Gone with the Wind (1939) was written by on 20 Jun 2016.

Gone with the Wind has generally received very positive reviews.

Was this review helpful?

Yes
No

More Reviews of Gone with the Wind

More reviews of this movie

Share This Page

Share
Tweet

Popular Movies Right Now

Movies You Viewed Recently

Get social with CinafilmFollow us for reviews of the latest moviesCinafilm - TwitterCinafilm - PinterestCinafilm - RSS