Review of Captain Fantastic (2016) by Potatoman222 — 20 Jul 2017
De todos, o melhor aspecto sobre o cinema é a possibilidade de temas que nele podem ser abordados. O ato de contar uma história é mágico por si só, porém, quando a história que nos é contada vem em um belo filme, tudo se torna ainda melhor. Quando se trata de contar uma história, Matt Ross (que dirige e escreve o longa) sabe o que está fazendo. Capitão Fantástico nos trás a história de uma família que resolve fugir do que é considerado comum para a maior parte das pessoas. Ben cria seus seis filhos na floresta, longe de qualquer sinal da civilização. Ele e sua mulher os educam da forma que acham apropriadas, assim Bo, Vespyr, Kierly , Zaja, Rellian e Nai crescem já cientes das crueldades do mundo e são treinados desde criança pelo pai para o qualquer tipo de situação possível. Entretanto, a história começa mesmo quando a mãe das crianças comete suicídio, e assim damos inicio a uma jornada primordialmente sobre a importância da família, percas e os principios da civilização em nossas vidas. Crianças lendo sobre Marxismo e manifesto comunista são uma das coisas que vemos com frequência aqui. O filme, no inicio, nos dá uma sensação de uma propaganda socialista que é totalmente desconstruída ao decorrer do filme. Vemos um tipo de sociedade estabelecia nesta pequena família que funciona perfeitamente dentro de seus próprios padrões. O roteiro trata com profundidade a relação de irmão para com irmão e de pai para com filhos. Ben é visto não somente como pai mas como capitão, do qual as crianças sentem enorme respeito. Viggo Mortensen está em uma de suas melhores performances aqui. Sua atuação precisa nos dá toda a dimensão que o roteiro precisa passar para que o personagem funcione. O posto de líder é perfeitamente executado por Viggo na pele de Ben. É difícil imaginar outro ator para esse papel. Entre os filhos quem se destaca é George McKay como Bo. McKay soube dar profundidade ao personagem que oscila entre parecer confiante e inteligente e completamente vulnerável e inocente. Os dois personagens tem um dos melhores diálogos do filme, onde Bo finalmente diz o que está preso em sua garganta a muito tempo para seu pai.
A direção suave de Matt Ross acompanha o roteiro. Durante o filme temos várias cenas abertas nos enfatizando a natureza e nos oferecendo com profundidade o ambiente em que aqueles personagens vivem. Ross nunca é ambicioso, sua câmera se move suavemente, sua direção é sensível e faz um contraste perfeito com o roteiro que nos oferece a mesma sensibilidade. O filme nos proporciona um encontro perfeito entre dois mundos quando os personagens se deslocam de seu porto seguro para se aventurar no mundo considerado normal. Ben e seus filhos parecem igualmente deslocados vivendo cercados por tudo aquilo que eles desprezam. O filme também possui uma dose de humor negro que constantemente entra em contraste com a carga emocional que esses personagens carregam. Poucos filmes nos últimos anos trabalharam tão bem a relação entre seres humanos como Captain Fantastic. Os ensinamentos filosóficos de Ben para seus filhos nos inspira e o longa cumpre muito bem seu papel ao mostrar todos os lados de uma mesma situação e aprofundar seus próprios questionamentos filosóficos.
This review of Captain Fantastic (2016) was written by Potatoman222 on 20 Jul 2017.
Captain Fantastic has generally received very positive reviews.
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