Review of Body Heat (1981) by Miguel A — 09 Dec 2014
A herança noir recuperada por "Body Heat" e a influência que deixou para os posteriores thrillers de obsessão sexual (quase todos com o Michael Douglas no papel do tarado) fazem dele um filme-ponte de valor crucial.
O mesmo significa que tentar traçar um arco entre as mulheres-perdição dos primeiros anos 50 e as suas congéneres fatais do período 1987-1994 é um exercício que não pode simplesmente ignorar o magnetismo sexual que Kathleen Turner traz para "Body Heat".
A carreira de Lawrence Kasdan, enquanto realizador e argumentista, foi geralmente conservadora e amigável, mas este seu filme teria, em 1981, uma considerável capacidade de agitar as mentalidades e aquecer as partes púbicas (pelo menos as de quem não estivesse habituado ao andamento dos filmes eróticos europeus da altura).
Por todos estes motivos "Body Heat" merece ser contextualizado e citado quando o assunto for "senhoras altamente fodíveis do cinema". Não quer isso dizer que seja um filme extraordinário, porque não é de facto assim que começa a esticar demais a corda da credibilidade e a querer que papemos toda a intriga "Scooby Doo".
This review of Body Heat (1981) was written by Miguel A on 09 Dec 2014.
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