Review of Zero Dark Thirty (2012) by Miguel A — 23 Jan 2015
É estranho encarar um filme que sabemos de antemão como irá terminar: ao relatar os eventos que levaram à captura de Osama Bin Laden, "Zero Dark Thirty" vê a sua margem de surpresa logo à partida condicionada por isso mesmo.
Contudo isso não significa que Kathryn Bigelow estivesse obrigada a traçar uma linha recta entre o 11 de Setembro e a execução do líder da Al-Qaeda: desde "The Hurt Locker" que a realizadora parece muito mais interessada em analisar de perto o tumulto emocional presente nos cenários de guerra (seja essa qual for), muito mais do que o espectáculo bélico associado.
Essa é uma tendência constatável quando Kathryn Bigelow aproveita duas das mais decisivas sequências de "Zero Dark Thirty" (a queda das Torres e a queda de Bin Laden) para enfatizar as vozes das pessoas em vez das imagens.
Quando isso acontece, não há fumo ou tiroteiro que nos distraia do horror sentido pelos vários intervenientes desta guerra. E é por aí também que "Zero Dark Thirty" dá seguimento ao sofrimento claustrofóbico do superior "The Hurt Locker".
Mas não nos deixemos enganar, porque o melhor filme de Bigelow ainda é "Ruptura Explosiva".
This review of Zero Dark Thirty (2012) was written by Miguel A on 23 Jan 2015.
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