Review of Venus in Fur (2013) by Joel R — 21 Apr 2014
"Are these emotions too strong?".
Roman Polanski, pondo de lado as polémicas que ainda o perseguem, é um realizador fenomenal que em muito contribuiu para o cinema moderno.
A premissa de La Vénus à la fourrure é o suficiente para nos deixar na expectativa: uma actriz entra de rompante num teatro vazio, onde já só se encontra o encenador de uma peça a ser exibida naquele lugar num futuro próximo, e implora a esse mesmo encenador que a seleccione a ela própria para o papel principal da peça que se avizinha. Inicialmente relutante, o encenador não consegue ver na mulher quaisquer traços de uma actriz digna daquele papel. No entanto, depressa a sua opinião muda quando a representação do feminino neste filme se expressa com a maior das naturalidades.
O filme tem um começo sedutor que nos agarra ao duelo entre o par de personagens, contudo extende demasiado esse duelo e, ao fim de algum tempo, nós, espectadores, que gostaríamos de assistir a uma divergência narrativa, somos confrontados com um afunilamento filosófico em que a realidade se começa a confundir com a fantasia lírica. Por essa altura, a metáfora dilui-se e ficamos sem saber o que está realmente a acontecer.
Para quem aprecia diálogos filmados - sim, isto é mesmo um género de filme -, tem aqui uma boa opção, principalmente num nível mais estético do conceito.
Os únicos dois actores deste La Vénus à la fourrure oferecem desempenhos fenomenais, mas ainda assim o destaque vai para Emmanuelle Seigner que, esquecendo o facto de ser a mulher de Polanski, é a verdadeira Vénus da obra.
This review of Venus in Fur (2013) was written by Joel R on 21 Apr 2014.
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