Review of Trainspotting (1996) by Luís Fernando B — 14 Mar 2014
Com sua boa dose de psicodelismo e nonsense, "Trainspotting" efetua, primeiramente, uma intensa exposição da euforia e escape proporcionados pelo vício, sem se esquecer, contudo, do caráter infinito, inesperado e destrutivo deste.
Mas além dessa peculiar apresentação, temos, na verdade, um curioso retrato de indivíduos sedentos de emoção, prazer ou qualquer outra coisa que revigore suas vidas - e é a partir desse quadro que o filme supera a mensagem anti-drogas, questionando se seus protagonistas são de fato os únicos viciados daquela sociedade (algo que fica bem claro, aliás, no discurso inicial de Renton, encarnado com primor pelo ótimo Ewan McGregor).
Desse modo, o longa discretamente propõe preciosas discussões acerca do modelo de vida saudável: afinal, é possível ter uma existência desprovida de quaisquer vícios? Ou estaremos todos nós fadados a particulares loops de prazeres e angústias? Ou será que Alberto Caeiro tinha razão ao afirmar que " o único sentido oculto das coisas é elas não terem sentido oculto nenhum"?.
No mais, trilha sonora contagiante, grande elenco e divertidos truques da câmera, fotografia e montagem aliam-se em momentos verdadeiramente memoráveis.
This review of Trainspotting (1996) was written by Luís Fernando B on 14 Mar 2014.
Trainspotting has generally received very positive reviews.
Was this review helpful?
