Review of The Super Mario Bros. Movie (2023) by Alanpotter17 — 06 Apr 2023
Dirigido a 4 mãos por Aaron Horvath e Michael Jelenic, Super Mario Brós cumpre muito bem sua função de entreter sem fazer pensar muito, e ainda consegue entregar uma animação visualmente linda e com uma trilha condizente ao universo, com direito a muito fã service.
Importa destacar aqui que a conexão necessária vai além do cinema puro. De fato, o peso da nostalgia é gritante, ou ao menos um vínculo é necessário para se apreciar o novo Mário, que já começa mostrando o Browser tomando o reino das sombras e capturando uma estrela brilhante. Quem conhece o mínimo desta que é uma das maiores franquias de videogame do mundo (se não a maior), com certeza já estará envolvido desde o primeiro momento.
Daí, corta para o Brooklin e para os simpáticos irmãos Mário e Luigi, em personalidades e caracterizações que beiram a perfeição. Eles então se aventuram em trabalhos informais como encanadores, já dialogando com a nova geração e com a "uberização do trabalho", o que é extremamente gratificante perceber que as releituras dialogam com o seu público, e não apenas servem de escape à realidade.
A cena em que são chamados em seu primeiro trabalho, já mostra o quão divertido pode ser a animação, com o timing necessário para realizar os cortes (falaremos mais um pouco das cenas de ação do filme, melhor do que muitos filmes de ação). Eles são atrapalhados por um cão do diabo, e saem frustrados da primeira missão.
Claro que eles não irão desistir dos sonhos, e é ótimo ver que a animação foi bem sutil aqui em mostrar a determinação deles. Na mesma noite, assistem na TV sobre uma inundação na cidade, e ao tentarem dar uma de super-heróis, acabam indo parar no reino dos cogumelos e iniciando a aventura mágica.
Não acho que houve pouco desenvolvimento, afinal, estamos ali para ver os personagens agindo mesmo, pulando nos cogumelos, entrando em canos etc. Eles acabam involuntariamente se separando e Luigi vai parar no terrível reino das sombras.
Assim, Mário assume o protagonismo, e junto com seu novo amigo Toad, vai buscar ajuda com Peach. Aqui, a quantidade de fã service é incrível, desde a construção do castelo aos desafios que a Peach propõe ao Mário para lhe testar as habilidades necessárias à missão de resgate e ao combate ao Browser, lembrando muito os primeiros jogos da série, com armadilhas para pular, blocos minúsculos, correntes que ficam girando em torno de um eixo fixo, plantas carnívoras, e até uma bandeira ao final do trajeto! A edição é um show à parte, aliás, tecnicamente a animação se sai muito melhor que o esperado.
Assim, Peach aprova a companhia de Mário e ambos vão pedir reforços no reino dos Congues, e toma mais cenas de tirar o chapéu e feitas para os fãs, como a luta entre Dk e Mário (o primeiro jogo da série) como condição para liberar o exército dos congues. Tudo dá certo para o encanador, e então partem para o reino das sombras usando os Karts (?), um atalho que o roteiro colocou de forma forçada e ilógica, mas quem se importa? Em poucos minutos você está lá atirando bananas e cascos de tartaruga em uma pista de arco-íris, para grande delírios dos aficcionados em Mario Kart.
Sobre as cenas de ação, repare que a câmera se movimenta em angulação quase sempre, passando a sensação de movimento e ambientação necessária. Browser não se deixa abater de surpresa, contra-ataca os mocinhos na esperança ainda de firmar o casamento com Peach, que quase ocorrera quando ele conseguiu capturar o Mário e Peach, com dó, se permitiu. Mas óbvio que, como todo bom filme clichê, haverá de ter reviravoltas e muitos "quase", para no final os irmãos reafirmarem a amizade entre eles e darem o golpe de mestre em Browser, com o clímax sendo transportado ao Brooklin via encanamento.
Tudo está ali, o poder do cogumelo, da flor, do guaxinim, da estrela. Visualmente incrível, e com roteiro o mais rasteiro possível, Super Mario Bros tem gostinho de saudosimo, de infância, de inocência, de apelo até. É o filme que ao mesmo tempo, todos esperavam e todos não esperavam.
Clichê do início ao fim, entrega uma diversão compatível com seus jogos, que não são jogos mirabolantes, cheios de menus, armas e funções complicadas. Falando para jogadores de videogame queixosos com os atuais jogos cheios de informações e lotados de missões, os jogos do Mario são aqueles típicos jogos que você desliga o cérebro e curte com amigos ou sozinho mesmo, sem pensar muito. O filme é assim. Está longe de ter o roteiro mais perfeito do mundo. Mas entrega o suficiente para uma inexplicável sessão de diversão.
This review of The Super Mario Bros. Movie (2023) was written by Alanpotter17 on 06 Apr 2023.
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