Review of Take Shelter (2011) by Rafael S — 22 May 2012
Eis a sensação de ter medo do próprio medo, como a vida de um homem de famÃlia com um quotidiano banal se começa lentamente a desmoronar, a ceder a incertezas existenciais, a imiscuir-se numa crescente e cada vez mais incapacitante fobia. São sonhos que pressagiam um vendaval de auto-destruição, uma chuvada capaz de afogar a força anÃmica. A negação à (C) a solução inicial; isto atà (C) ao momento em que a realidade comunica com o bom senso e o protagonista toma lentamente consciência que a tempestade com que sonha/ delira à (C) na verdade a manifestação da sua crescente demência.
Narrativa que num livro teria outra dimensão, podendo-se se entrar nos mais profundos receios de um homem, ficam no filme com um retrato algo limitado, superficial, apesar do excelente trabalho de Michael Shannon na construção da tridimensionalidade da sua personagem. Um filme demasiado longo para as revelações que surgem, as sensações que se transmitem. Bom, mesmo assim.
This review of Take Shelter (2011) was written by Rafael S on 22 May 2012.
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