Review of Point Blank (1967) by Miguel A — 14 Oct 2013
Devem ser necessárias muitas coincidências felizes para que um filme como "Point Blank" chegue a ser produzido por um estúdio como a MGM. O enorme culto que o persegue deve também ter muito a ver com o facto de ser um daqueles thrillers que pode ter vários semelhantes, mas nenhum outro igual.
Muitas vezes os filmes desiludem quando chegam ao fim e mostram que tudo era apenas um sonho, mas com "Point Blank" a fronteira entre o sonho e a realidade nunca é nada óbvia, e é por isso que nele aceitamos todos os momentos altamente estilizados como aquele do cabelo do Lee Marvin a voar em slow-motion ou uma cena de porrada num bar de cores surreais.
John Boorman estava no bom caminho com "Point Blank" e, se quisermos mesmo acreditar que há sempre um lado onírico nos seus filmes, nada nos impede de acreditar que "Deliverance" ilustra o pesadelo de quatro homens da cidade a partir do momento em que um deles se perde no duelo de banjos com o miúdo.
This review of Point Blank (1967) was written by Miguel A on 14 Oct 2013.
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