Review of Peyton Place (1957) by Anna L — 03 Oct 2011
Filme baseado em um romance escrito por Grace Metalious que se tornou best seller por abordar temas como sexo na adolescência, incesto, aborto e rebeldia juvenil - é uma longa lista! O desafio aqui é levar tudo isso para as telas em uma época em que o código de censura (the Hayes Code) ainda dominava Hollywood, algo que o filme consegue com moderado sucesso. Indicado para 9 Oscar (sem levar nenhum), A Caldeira do Diabo possui um parentesco próximo com os melodramas produzidos pelo diretor Douglas Sirk no mesmo período, mas sem a classe e a sofisticação dos filmes do mesmo. O roteiro não deixa esconder as origens pulp do livro, com muitas passagens parecendo terem sido extraídas diretamente de romances populares vendidos para jovens adolescentes.
A narrativa se assemelha à À Sombra de uma Dúvida de Alfred Hitchcock e Veludo Azul de David Lynch, na medida que mostra a camada podre por trás de uma cidadezinha interiorana dos Estados Unidos. Lana Turner é Constance MacKenzie, mulher viúva com uma filha adolescente (a inexpressiva Diane Varsi) e um passado misterioso. Logo ela se vê confrontada com a explosão sexual da jovem e também da trágica história da amiga adolescente que é abusada pelo padrasto. Muitos tapas, lágrimas, corridas escada acima e soluços em travesseiros se seguem nas duas horas e meia de filme. O maior predicado de A Caldeira do Diabo é fazer com que a história se mantenha interessante e não seja arrastada pela longa duração. Também se torna curioso ver assuntos tão polêmicos abordados no cinema dos anos cinqüenta, ainda que a execução deixe a desejar. Já uso do formato de tela larga CinemaScope não ajuda muito, pois os cenários têm aparência barata e parecem terem sido feitos para um programa de televisão.
This review of Peyton Place (1957) was written by Anna L on 03 Oct 2011.
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