Review of Only Lovers Left Alive (2013) by Dan A — 07 Jul 2014
Na verdade, não surpreende assim tanto que Jarmusch tenha em "Only Lovers Left Alive" um exercício de pose com duas horas, que, além disso, servem para um ruminar filosófico convencidíssimo de que pode mudar perspectivas sobre a vida, a decadência da humanidade e os animais de estimação.
Há uns anos "The Limits of Control" demonstrava já uma enorme ambição de autor disposto a desafiar-se a si próprio na forma e no estilo, mas pesava sobre ele uma flagrante sensação de "filme que se masturba para convertidos, amigos e apreciadores de arte".
"Only Lovers Left Alive" consegue ser menos enervante que o seu antecessor e esse é um dos poucos aspectos que o favorece. De resto temos um Jarmusch em modo híper-enciclopédico (cada 5 minutos devem citar um autor histórico) ao despique com o Von Trier dos dois volumes algo inúteis de "Ninfomaníaca", embora este fosse matando o aborrecimento com umas quantas cenas de pinocada.
Jarmusch nem isso tem para o salvar e a sua caracterização dos vampiros é má que se farta (a chega da irmã-rebelde-vampira proporciona um monte de cenas ao nível do "Riscos"). Tilda Swinton segue cegamente a visão do realizador (e é admirável como se mantém isenta de culpas durante todo o filme), mesmo que "Only Lovers Left Alive" seja, durante pelo menos 40 minutos, tão empolgante como uma espera num consultório médico.
This review of Only Lovers Left Alive (2013) was written by Dan A on 07 Jul 2014.
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