Review of Munich (2005) by Gustavo H — 06 Jan 2011
Desconstrução (da pauta temática formadora da linha autoral spielbergiana) é a palavra-chave neste thriller de pretensões pacifistas: o "herói" (Bana) vai perdendo a humanidade à medida que leva a cabo sua missão homicida - uma vendetta de Estado -, para ao final não encontrar paz no seio da família, nem retornar à pátria.
Seriam as implicações contemporâneas do roteiro sensíveis a ponto de exigirem de Spielberg uma espécie de autocensura dos instintos que lhe são inatos enquanto contador de histórias (aplicados com dignidade a tópicos como o Holocausto e a escravidão negreira), e o tornam admirável? Ou essa sobriedade distanciada foi calculada para refletir o princípio norteador da produção - imparcialidade ao dar voz às causas palestina e israelense?
Pois, apesar de impecavelmente realizado, mesmo que seja bem-sucedido ao encorajar o debate sobre questões geopolíticas, Munique não almeja aquela comoção emocional catártica de dramas anteriores do diretor.
This review of Munich (2005) was written by Gustavo H on 06 Jan 2011.
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