Review of Maze Runner: The Scorch Trials (2015) by Bobby B — 22 Feb 2018
No reino das adaptações de livros para adolescentes no grande ecrã, The Maze Runner (2014) destacou-se pelo seu mistério particular. Grande parte do interesse foi acompanhar as personagens na descoberta de uma eventual saída do labirinto, algo que acabam por conseguir no final do terceiro ato. Ainda com muitas perguntas em aberto, The Scorch Trials vem mostrar mais do que este mundo distópico, criado por James Dashner, tem para oferecer, com o elenco de sobreviventes do seu antecessor a regressar aos seus papéis.
O helicóptero que os transportava no primeiro filme leva os nossos heróis até um forte altamente seguro. Quem os espera é Jason (Aidan Gillen), o supervisor das operações da base, que promete proteger Thomas (Dylan O'Brien) e os restantes membros do grupo da poderosa organização paramilitar que os persegue - Wicked. Esta promessa é acompanhada de uma outra: uma passagem para "A Terra Prometida", a seu tempo. A desconfiança ganha forma quando Aris (Jacob Lofland), um sobrevivente de um outro labirinto, alerta Thomas de que algo não está certo.
Wes Ball volta ao leme da franquia para nos mostra mais dos efeitos devastadores do vírus Fulgor, ao apresentar o cenário pós-apocalíptico que é o deserto chamado The Scorch. O deserto é habitado por Cranks, pessoas afetadas pela doença que atuam de forma perversa, semelhante a zombies. Estes conceitos não são novos na criação de um mundo distópico, nem são executados de forma propriamente original. Muitos dos aspetos que tornaram The Maze Runner num filme único são deixados de parte nesta sequela, enquanto o filme progride de cena de perseguição em cena de perseguição e de um local para o seguinte.
Será justificado sacrificar um segmento da população na tentativa de achar uma cura para o vírus? E quando é que a responsabilidade civil supera os direitos individuais? Estas são as questões perenes que vão sendo invocadas nas entrelinhas do argumento de T.S. Nowlin. A sua pertinência confere um sentido de urgência à narrativa que as personagens não estão preparadas para acompanhar. Sofrem de falta de caráter e de desenvolvimento, apenas com pequenas surpresas em momentos particulares do filme. Jorge (Giancarlo Esposito) e a sua protegida Brenda (Rosa Salazar) são novidades que acabam por dar algum dinamismo ao grupo.
As cenas de ação, livres das paredes do labirinto, apresentam uma escala maior, neste mundo com uma paisagem ao estilo de "Mad Max". Tanto os efeitos especiais como os práticos são credíveis e a atmosfera é envolvente, consegue entreter, mesmo com pouca substância, algo que não é incomum, mas que desilude de qualquer das formas. Este género de premissa implora por inovação, e mesmo sendo material adaptado, há sempre espaço e tempo para apimentar a história que não justifica os seus 128 minutos de duração.
De forma geral, Maze Runner: The Scorch Trials não capta todo o potencial desta aventura nem nos apresenta personagens interessantes, mas é suficientemente competente para passar na prova enquanto um filme de ação genérico centrado no público adolescente. Um capitulo satisfatório que estabelece bem o conflito para a última etapa - Maze Runner: The Death Cure (2018).
6/10.
This review of Maze Runner: The Scorch Trials (2015) was written by Bobby B on 22 Feb 2018.
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