Review of Mad Max Beyond Thunderdome (1985) by Marcos Davi O — 17 May 2015
Nota 4 de 5 estrelas. Com uma estética mais elaborada, é possível notar que Mad Max 3 também influencia jogos e filmes pós-apocalípticos até hoje.
Com um, ainda bem, longo primeiro ato, o diretor Miller entrega visionários, complexos e perfeitos 40 minutos, que são melhores que os 2 longas anteriores inteiros. Infelizmente, no 2º ato, que mais parece um filme à parte, apesar de muito inventivo e com ideias interessantes, acaba funcionando como uma versão australiana de Xuxa para Só para baixinho, com crianças cantando, recitando e quase coreografando. A inserção dessas crianças formando um clã trouxe uma leveza exagerada que quebrou o ritmo de clímax do ato anterior e até incita um ou outro bocejo em quem assiste. O maior problema de roteiro não é nem a leveza mas a inversão dos atos, em que o primeiro é o ápice, devendo vir após a introdução das crianças e não antes.
A trilha sonora, da primeira parte da produção, está mais acertada e criativa, ajudando a construir as emoções no espectador sem o irritar com a altura de volume ou constância - que é o ocorrido nos capítulos pretéritos. A partir da aparição das crianças, as músicas originais se desenham num tom mais genérico e grandiloquente, lembrando a cinessérie Indiana Jones, inclusive nas cenas de ação do 2º ato envolvendo as crianças.
Esqueça as perseguições de carros, em Além da Cúpula do Trovão elas só ocorrem nos últimos 20 minutos, e são moderadas e menos engenhosas - vale ressaltar que a cena do menino se escondendo dentro do porta-malas de um carro possui um brilhantismo ímpar, e estamos falando de um filme de 3 décadas atrás.
Tina Tunner transborda carisma e presença de palco, digo, de tela. Sua voz potente condiz totalmente com sua forte e dominante personagem. Tina corretamente personifica a si mesma, apesar de falar com pausas claramente marcadas entre alguns diálogos, e exagerar nas expressões faciais em um ou outro momento.
Max está mais piedoso, ao contrário do filme original, recuperando a humanidade que há em si. É possível notar o quanto Mel Gibson envelheceu esteticamente em apenas 4 anos entre o 2º e o 3º longa-metragens. Parece ter bem mais que 27 anos.
A fotografia é ótima, o visual é belíssimo e o cenários do deserto deslumbram. Recomento que seja conferido em full HD. No mais, Mad Max (1979) continua sendo o melhor dos três lançados até então.
This review of Mad Max Beyond Thunderdome (1985) was written by Marcos Davi O on 17 May 2015.
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