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Review of by Spencer H — 04 Jan 2018

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Após iniciarem a bem-sucedida franquia, Saw (2004-), o diretor James Wan e o argumentista Leigh Whannell voltam com um projeto mais tenebroso e inquietante. Insidious brinca com os clichés do género e consegue subverter as expetativas cena após cena. Um filme que apesar de inspirado nos clássicos, tem um sabor muito particular. Para os fãs, é como se fosse uma apresentação de técnicas de filmes de terror, algo que este século está a precisar, visto que tem apostado no choque fácil e imagens grotescas.

A história é sobre uma casa assombrada nos moldes de Poltergeist (1982). Josh e Renai (Patrick Wilson e Rose Byrne) acabaram de se mudar para uma nova casa e coisas estranhas começam a acontecer. Livros fora do sítio e sons bizarros são alguns dos primeiros sintomas de que algo não está certo, mas o derradeiro evento acontece quando os médicos não conseguem decifrar clinicamente o inexplicável coma de Dalton (Ty SimpkinsI), um dos seus 3 filhos. Os barulhos e visões começam a deixar Renai louca e implora a Josh para que mudem de novo de casa. Mas a mudança apenas ampliou o terror e medidas ortodoxas têm de ser tomadas.

O filme prima pelo timing e qualidade dos seus sustos. Tensão dramática é a chave que garante os calafrios nos momentos certos, algo semelhante ao inventivo Paranormal Activity (2007) de Oren Peli - que também ajudou na produção deste projeto. Wan desenvolve as cenas de forma a serem capitalizadas surpreendente e subtilmente, com auxílio de um design de som refinado. David M. Brewer e John R. Leonetti captam imagens que convidam a ser inspecionadas ao pormenor, e a falta de vivacidade nas cores adiciona à natural atmosfera sombria que a direção de fotografia procura atingir.

Claro que nada disto seria eficiente se as personagens não vendessem o terror das circunstâncias. Renai é muito bem interpretada por Rose Byrne, uma mãe confusa e aterrorizada e Patrick Wilson representa com segurança Josh, um pai compreensivo e em negação perante a situação. A sua relação é dinâmica e o drama familiar que se estabelece é outro ponto a ter em conta. Whannell também tem créditos de atuação e em conjunto com Shaye e Sampson formam uma equipa de caça fantasmas equipada à medida. As personagens oferecem-nos uma perspetiva diferente desta obra que até então estava deliciosa.

Não é que prejudiquem a experiência, mas entram na secção menos favorável. Pois o que impede este filme de ser altamente marcante no século XXI é o facto do terceiro ato ser algo ímpar em qualidade quando comparado ao terrífico primeiro ato. Abandonamos o conto fantasmagórico e entramos numa série de cenas de exposição com demónios possuídos à mistura. A qualidade decresce à medida que a máquina de fazer fumo cria o ambiente de uma dimensão paralela. Além de não ser convincente, origina um conjunto de cenas que parecem pertencer a outro filme na totalidade.

Nos últimos 5 minutos redime-se e acaba com a promessa de que vai haver mais. E ainda bem! Insidious promete emocionar, arrepiar e gravar imagens perversas no teu cérebro, um conto assombroso que me roubou horas de sono e me envolveu na sua escuridão.

7,8/10.

This review of Insidious (2011) was written by on 04 Jan 2018.

Insidious has generally received positive reviews.

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