Review of Caché (2005) by Gustavo H — 18 Jul 2010
Explorar inquietações latentes que só fazem crescer com o tempo, por meio de inquietantes subjacências narrativas, é a proposta de Haneke. Reacender o debate sobre diferenças étnicas, descortinar máculas morais do passado a arder no presente, jogar luz sobre resíduos mal resolvidos de cunho social mal oriundos de conflitos históricos ? por exemplo, o genocídio de argelinos o colonialismo francês na Argélia.
Um thriller ?cabeça?, ?de arte?, original e estimulante, dispensador de trilha musical óbvia; cada plano enquadrado com precisão, rodado quase inteiramente com câmera fixa. O cineasta deixa certas pontas soltas (de propósito), com o escopo de propiciar à platéia a oportunidade de perscrutar imagens suspeitas, entrever a culpa velada nos olhos do protagonista (Daniel Auteuil) e interpretar por conta própria as implicações sugeridas no desfecho malicioso.
This review of Caché (2005) was written by Gustavo H on 18 Jul 2010.
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