Review of Caché (2005) by Vinicius B — 18 Sep 2013
"Caché" é talvez o melhor filme do espetacular diretor austríaco Michael Haneke, cineasta responsável pelas inesquecíveis obras "Amor", "A Fita Branca" e o muito perturbador "Violência Gratuita".
Este é um filme sensacional; um suspense ao estilo Hitchcock que prende o telespectador na cadeira até os últimos segundos de projeção e o faz sofrer juntamente com o personagem do Daniel Auteuil - que traz uma interpretação deslumbrante como o pai de família Georges (sem citar a florescente Juliette Binoche).
Além de calcular com perfeição o nível de tensão que aos poucos vai atingindo ao ápice, Haneke ainda imprime neste longa suas típicas características que o fazem ser quem é: e então somos bombardeados (no mais ameno dos sentidos) de inúmeras seqüências de longa duração em que as câmeras permanecem estáticas a todo tempo, diálogos que se estendem sob um plano de algum objeto morto ou alguma localidade (a seqüência inicial focando a casa dos protagonistas, enquanto apenas se ouve a conversa de ambos é muitíssimo interessante) e, como sempre, uma cena que choca imensamente o telespectador. E ouso a dizer que a cena chocante presente em "Cache" seja talvez a cena mais inesperada, mais surpreendente e mais "tiradora" de fôlego de toda a carreira do diretor.
Não foi pelo acaso que Haneke ganhou a Palma de Ouro de Melhor Diretor no Festival de Cannes de 2005 por este longa. Sua direção, além de charmosa e tecnicamente peculiar, é engenhosa ao construir um clima de suspense e tensão esmeradamente tecida que aos poucos vai levando o telespectador à uma conclusão imprevisível e de tirar absolutamente todo o fôlego.
This review of Caché (2005) was written by Vinicius B on 18 Sep 2013.
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