Review of All the Bright Places (2020) by Anthonyll — 29 Feb 2020
All the Bright Places (Por Lugares Incríveis) tem a essência do livro na linguagem cinematográfica. O que o livro traz de descritivo, o filme traz de demonstrativo, desde os momentos mais calmos até o climax, se tornando uma peça conjuntal. O ponto positivo destaque do filme seria o interesse de desenvolver uma rede de confiança para Finch, principalmente com sua irmã Kate e com seus dois amigos, Charlie e Brenda, para enfatizar ainda mais que, mesmo tendo pessoas que te amam por perto, problemas psicológicos são difíceis de serem colocadas para fora. Acerta também em descartar personagens que não agregariam em nada na linguagem audiovisual, deixando de figurinismo e adicionando nem que seja um diálogo que importe na história para a grande maioria dos papéis. Um exemplo é a mãe de Finch, que aparece no livro e funciona, mas somente para Theo enfatizar que ela não é presente em sua vida e mal se cruzam dentro da própria casa. Pensando nisso, optaram por não contratar uma atriz para ficar zonzando pela casa e investiram em mostrar um bom relacionamento entre Finch e Kate que agregasse na construção da personagem, visivel na cena do restaurante e nas contracenações de Alexandra com Elle.
Justice Smith é incrível como Theodore Finch, não é desejável ver outro ator em seu lugar em momento nenhum, e o mesmo vale para Elle Fanning como Violet e o resto do elenco.
Por fim, é um ótimo filme para os amantes do livro, como eu, pois foi fiel ao máximo que conseguiu em outra linguagem artística.
This review of All the Bright Places (2020) was written by Anthonyll on 29 Feb 2020.
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