Review of A Farewell to Arms (1957) by Byron B — 18 May 2008
"Adeus às Armas", como todo mundo deve estar cansado de saber, é uma adaptação do clássico homônimo do Hemingway. O filme tem toda aquela aura de épico dos anos 50, com seus prós e contras.
Para começar, as qualidades do filme: a fotografia é bem bonita, os cenários idem e a quantidade de figurantes denota como deve ter sido um filme caro e bem cuidado. Outro acerto do filme é a presença do Rock Hudson como o americano Frederick. Além de se adequar muito bem à carcaça de galã perturbado de uma narrativa do Hemingway, o ator está muito bonito, dum jeito clássico e natural que é difícil encontrar hoje em dia. E não é só isso: acerta bem no tom de heroísmo (?) e senso de sobrevivência que a história pede.
Por outro lado, a Jennifer Jones destrói a enfermeira britânica Cat, a outra protagonista. O personagem, que já era submisso no livro, ganha ares insuportáveis. A atriz é cheia de caras e bocas irritantes e parece a Betty Faria de hoje em dia. Com direito a um look botox e maçãs da boca à la Mariah Carey. Sem contar que o diretor - ou a atriz, sabe-se lá - parece não entender um certo cinismo da protagonista do livro, que vira uma típica heroína romântica chata, com direito a espasmos de Pollyanna, arght.
Aliás, falando em diretor, ele parece ser o culpado de tudo de ruim no filme. A forma como são construídos os personagens periféricos é risível e totalmente diferente do que ocorre no livro. Aos italianos é dado um tratamento macarrônico e mais do que caricato. Às enfermeiras é dado um approach "Capricho". Sei lá, fiquei com a nítida impressão de que houve um problema sério de compreensão do universo do livro. Na minha humilde percepção, não havia nada pastelão na história original. As piadinhas e humor eram sutis, com nuances de cinismo e escapismo, apontando para um momento em que a vontade era esquecer do horror de uma guerra. Não havia o humor quase SBT...
Outra impressão que fica é de que o filme é muito barulho para pouco. Longo demais e com destaque para coisas menos importantes, que recebem uma abordagem equivocada. As boas exceções estão no último terço do filme: as cenas fortes da guerra e a fuga para a Suíça.
This review of A Farewell to Arms (1957) was written by Byron B on 18 May 2008.
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